O Marketing artístico*

O Marketing artístico*

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Ninguém vende ninguém para a arte. É preciso que as pessoas aprendam a se venderem, a serem proativas e empreendedoras.
Todo mundo precisa saber se vender, poucos sabem fazer isso. O artista não pode depender de uma agência ou um agente para indicar tudo e como ele precisa fazer. São poucos que conseguem essa atenção diferenciada de uma agência. E aqueles que estão começando no mercado, são apenas mais uma agulha no palheiro no meio de tantos outros profissionais.
O artista deve ter o seu diferencial. E é preciso saber como fazer isso. Qual caminho trilhar? Como ser lembrado? Essas são algumas questões que precisamos falar. E para os artistas que já estão no mercado faz muito tempo e os que estão no ar com coisas bacanas, é preciso um apoio. Um reforço na divulgação de sua imagem de forma a mante -los sempre em evidência. E manter suas redes sociais e blog “bombando”.
Para isso é preciso ter um plano de carreira. Principalmente na profissão artística o plano de carreira é importante.
Afinal, não se pode contar apenas com a sorte! Você tem que saber exatamente qual é o próximo passo a dar. Planejamento, foco e organização na vida artística criam o seu diferencial. No geral os artistas são desorganizados neste sentido, e isso implica no setor emocional e descontrole financeiro.
Muitos artistas   estão completamente perdidos ou desestimulados depois de várias tentativas de se manter na profissão.
O principal motivo é a baixa autoestima muitas vezes. Noutras, um simples fator de desorganização e falta de habilidade de lidar com projetos empreendedores.
Vê-se uma passividade, na forma de esperar que algo vai cair do céu. Um contrato perfeito, o convite certo na hora certa. E isso acontece? Sim! Pode acontecer, mas tudo é resultado de uma energia gerada para isso. Alguns casos as pessoas possuem excesso de autoestima e desenvolvem um projeto atrás do outro em diversos setores sem foco algum. E criando uma confusão ainda maior na cabeça dos produtores de elenco.
O mercado NÃO quer o “pseudo-artista”. Quer o artista realizador. E tudo isso começa na construção de uma imagem. Seja para uma pessoa iniciante na carreira ou para um veterano. Os tempos mudam, e também é preciso se atualizar de como funcionam as coisas nos tempos rápidos dessa era “internética” de comunicação descartável.
E é difícil para a gente, artista ou não, aceitar que alguém precisa muitas vezes “colocar o dedo na ferida” e expor a nós a importância de uma imagem pessoal e a forma como devemos ser visto pelas pessoas.
Como na prática  artística podemos fazer isso?
1. analise todo material que você tem e mostre a outros colegas ou profissionais da área.  Avalie tudo: Portfólio, Fotos, Links de Vídeos, Redes Sociais, etc.
Se precisar encarar algo difícil, como: Você precisa emagrecer, estas fotos estão horríveis, você não vai conseguir trabalhar com este tipo de roupas que utiliza, sua atuação nos vídeos está ruim, você precisa estudar mais, você está fazendo os cursos errados para o tipo de trabalho que você quer focar em sua profissão, etc. Encare.
Faça um diário das impressões que vocês tiveram do material e peça a outras pessoas para fazerem também.
Compare se o que você acha que precisa melhorar é o que as outras pessoas acham não está bacana, o que precisa de maiores investimentos, sejam em cursos, beleza, fotos, vídeos, entre outros.
Se você entender por que passa certa imagem ao outro, fica mais fácil efetivar a mudança de comportamento e postura.
2. a continuidade que se deve ter em saber o que se postar nas redes sociais na hora certa e no momento certo. Bem como ter um bom mailing, uma boa rede de relacionamentos entre outros. As pessoas só indicam quem confiam. E o primordial é passar essa confiança e segurança. Saber construir um bom portfólio profissional, muda a vida do artista. Somos resultado de tudo que fazemos. Saber dizer sim e dizer não também é primordial. Credibilidade, confiança e segurança são as palavras chaves para o sucesso em qualquer profissão. E no caso artístico, para atingir este patamar é necessária uma cultura de aceitar críticas construtivas, e saber que sempre se pode aprender mais do que se acha que sabe. Sempre. Afinal, ninguém é perfeito. E a maior arte de todas é reconhecer e trabalhar em cima de nossas imperfeições e na imagem que elas passam ao público e aos contratantes.

 

  • Artigo produzido para os cursos técnicos de fotografia, agente cultural, assistente de produção cultural e orquestra jovem da Fundação de ensino de Contagem.

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