Elvis não morre jamais

Elvis não morre jamais

26/08/1977. Vejo a capa da revista Manchete. Digo para minha mãe que irei me casar com o moço da capa. Ela diz que não será possível porque ele morreu na semana anterior. Mas que, se eu fosse bem na escola, ela me daria um disco dele.
Pulei do pré primário para o segundo ano. Desde então, todos os anos ganhei um vinil do Elvis Presley. Colecionei fotos dele e preguei na parede do meu quarto.
Ao som dele, tive minha primeira noite de amor com meu marido. Foi com suas músicas que me casei, e que Lucas foi ninado desde a primeira vez. Sua voz esteve presente em todas as noites de choro, tristeza, alegria e comemorações. Nas crises do casamento e nas reconciliações. Nas noites que virei estudando para o mestrado, nas insônias de ansiedade e nas madrugadas de boemia.
Foi uma música de Elvis, na voz de um aluno, que fechei um ciclo profissional importante e que desejei nunca mais perder contato com aquelas pessoas.
Foi com uma canção dele que refiz minha vida, comecei histórias e encerrei outras .
O mundo perdeu um rei em 16/08/1977. E eu entrei em outra etapa de vida. Não pude me casar com ele, mas foi ali que fiz uma passagem edípica importante. E descobri que havia homens interessantes, além do pai. Para mim não é um rei morto, mas um marco onde a vida começou.
elvis-presley

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