Subjetividade e trabalho

Subjetividade e trabalho

subjetividadetrabalho

Subjetividade é o que se passa no intimo do indivíduo. É como ele vê, sente, pensa à respeito sobre algo e que não segue um padrão, pois sofre influências da cultura, educação, religião e experiências adquiridas. É quando expressamos nosso ponto de vista pessoal, de acordo com as influências pessoais e culturais.

Os aspectos subjetivos se constroem em histórias individuais. Não se trata de buscar a essência ou existência, mas a maneira pessoal como são vividos os eventos que ocorrem ao longo da vida de um sujeito. A história individual é sempre única apesar de estar inserida na cultura, pelo fato de que o sujeito é quem dá sentido a sua existência.

O homem produz sua existência na medida em que trabalha, arquitetando a estrutura social com suas mãos. O trabalho é uma categoria que diferencia os homens dos outros animais e é impossível afastá-lo das condições concretas em que este homem vive. A vida dos homens não se reduz ao trabalho, mas também não pode ser compreendida na sua ausência.

Nós temos percebido em nosso dia a dia que cada vez mais as pessoas a nossa volta, seja no local familiar, no trabalho ou na vida social, têm nos exigido uma postura de responsabilidade, flexibilidade, fluidez, objetividade e perseverança frente à vida e seus desafios. Ou seja, o mundo quer pessoas e profissionais competentes em lidar com suas próprias vidas, que acreditem no direito de serem felizes e que busquem esse sucesso amplo. Este mundo que não é abstrato, que somos nós mesmos, formando as organizações e comunidades, precisa deste recurso de cada um olhar olhar para si como sujeito de direitos e deveres e como parte de um grupo social, para conquistar o sucesso.

Por isto, vemos hoje, os profissionais e organizações dispostos a investirem na subjetividade pessoal e organizacional. Este investimento é imprescindível nestes tempos modernos, para que possamos crescer de forma saudável e assim, superarmos a “guerra” do progresso e do crescimento. Pessoas e organizações podem transformar esta “guerra” da competição, num movimento harmônico, progressivo, saudável e natural de crescimento, onde o imperativo é a colaboração, a parceria, o trabalho conjunto para a conquista do sucesso comum.

Pessoas confiantes no seu potencial fazem do seu trabalho um oásis de soluções e geram ganhos para si e para os locais onde elas atuam. A subjetividade é o termômetro, a expressão da autoconfiança, por tudo isto, ela vem encontrando o espaço que merece na vida das pessoas e organizações.

A busca do crescimento pessoal, do investimento em desenvolvimento humano é a resposta para a subjetividade nas organizações. Os profissionais e empresas em geral precisam desejar este crescimento para que ele se efetive tanto no plano pessoal (atitudes), quanto material (tempo e dinheiro).

Subjetividade é a vivência de sermos apropriados à vida, de sentirmos a vida, estando de bem com ela. A confiança em nossa capacidade para escolher e enfrentar os desafios da vida. A confiança em nossos direitos, de sermos dignos, qualificados a expressar nossas necessidades e desejos e desfrutar os resultados de nossos esforços. Ela comporta também dois aspectos inter-relacionados muito importantes: a noção da eficiência pessoal (auto eficiência) e a noção do valor pessoal (auto respeito).

A auto eficiência significa confiança no funcionamento de nossa mente, em nossa capacidade de pensar, nos processos por meio dos quais refletimos, escolhemos e decidimos. É a confiança em nossa capacidade de entender os fatos da realidade que estão dentro da nossa esfera de interesses e necessidades. É uma autoconfiança cognitiva.

O Autorrespeito significa ter certeza de nossos valores; uma atitude afirmativa diante de nosso direito de viver e ser feliz; a sensação de conforto ao reafirmar de maneira apropriada os nossos pensamentos, as nossas vontades, as nossas necessidades; o sentimento de que a alegria é nosso direito natural por termos sido criados e existirmos no mundo.

Se um indivíduo se sente inadequado para enfrentar os desafios da vida, se não tem uma autoconfiança básica, confiança em suas próprias ideias, reconheceremos nele uma constituição subjetiva deficiente, sejam quais forem suas outras qualidades. Ou, então, se falta ao indivíduo um senso básico de respeito por si mesmo, se ele se desvaloriza e não se sente merecedor de amor e respeito da parte dos outros, se acha que não tem direito à felicidade, se tem medo de expor suas ideias, vontades e necessidades, não importa que outros atributos positivos ele venha a exibir. Auto eficiência e autorrespeito são os dois pilares da saúde mental e da subjetividade bem constituída; se um deles estiver ausente, a saúde do sujeito está comprometida. Ambas são características definidoras do termo por serem fundamentais. Não representam significados derivados ou secundários da saúde mental, mas sua essência.

Embora às vezes possamos usar o termo subjetividade no sentido da imagem que se faz de si mesmo, o conceito vai mais longe, é próprio, é mais complexa do que qualquer retrato mental que se faça de si mesmo e mais profunda do que qualquer sensação passageira. Encerra componentes psíquicos, axiológicos e emocionais – como você vê a si mesmo, se autoavalia e se sente em relação a si.

O sujeito se constitui a partir das relações afetivas que constitui em sua relação materna e paterna, inicialmente. Depois a constituição se complementa com suas relações sociais e afetivas. Uma organização passa pelo mesmo processo. Vimos com isto que a subjetividade é uma qualidade que passa por um processo de estruturação mas que se alimenta em caráter vitalício, que é alimentado pelo nosso crescimento emocional como um todo, ou seja, a medida que investimos em nosso desejo e buscamos sua realização possível, abrindo mão do impossível e irrealizável, estamos também investindo em nossa subjetividade. Isto nos mostra que a subjetividade deve ser construída, conquistada e mantida sempre. E que em qualquer momento da nossa existência podemos fazê-lo. Isto vale para uma pessoa ou uma organização inteira.

As pessoas e organizações que fazem a diferença no mercado de trabalho estão conectadas com a possibilidade de fazer este mundo ficar cada vez melhor, pois são convictas que é possível e que é nossa responsabilidade, trilhar o caminho para o sucesso pessoal e profissional.

As organizações não podem mais ignorar a força representada pelas pessoas que a integram, que, na melhor das hipóteses, deve compor-se de funcionários competentes, atualizados, ágeis e inovadores. Contudo, a orientação moderna para o sucesso pressupõe que as organizações saibam criar um local de trabalho onde as pessoas se sintam seguras e interessadas a crescer e a aprender com os desafios requeridos por suas realizações.

As aptidões emocionais estão trazendo mudanças radicais nos locais das organizações, já que não há mais dúvida de que as relações interpessoais entre os seus profissionais constituem um fator prioritário à conquista da excelência em todas as esferas. Lógica e intuição prometem fazer a parceria definitiva no paradigma da empresa do terceiro milênio, reafirmando o pensamento de que “só quem se conecta com o invisível consegue fazer o impossível”.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: