Vamos falar sobre o Tinder

Vamos falar sobre o Tinder

4esde que o mundo é mundo, o encontro amoroso é tema. Sou da época dos correios elegantes e dança da vassoura nas festinhas de colégio. Vi empresas se especializarem em festas para apresentarem solteiros solitários. Acompanhei, no início da internet, sites de relacionamentos serem criados e bombarem. Atualmente,  vários aplicativos foram criados, com finalidades distintas. Tem o Badoo, que descobri recentemente, serve para encontros sexuais mais explícitos. Não gosto. Mas não me importo com quem gosta. Tem o Happn que sinaliza quando usuários do aplicativo passam por você ou estão próximos. Acho estranho. Mas pode ser interessante para os tímidos. E tem o mais popular, o Tinder. Não vejo problema em nenhum deles. O problema existe quando o sujeito vai para o aplicativo com uma demanda que não é a ofertada. Tive pacientes que movimentaram a vida social através do Tinder. Outras pessoas procuraram o principe/princesa. Aí nem aplicativo, nem recurso nenhum vai dar conta. Não existe o tal principe/princesa. Mas qual é o problema de alguém procurar companhia? Eu mesma, estou achando tão difícil encontrar um parceiro de dança de salão que já falei com meus filhos e tive total aprovação. Não pensarei duas vezes antes de anunciar: psicóloga com dois filhos procura pé de valsa para dançar no fim de semana. Que atire a primeira pedra quem puder. Me solidarizo com a mulher que postou as ofensas que viveu no Tinder. O machismo existe em todo lugar. Lá não será diferente. Talvez seja potencializado. Mas, sei de gente bacana, bem resolvida que usam aplicativos e não são machistas. Infelizmente não temos como controlar quem chega até nós, não conhecemos ninguém no primeiro contato. Nem no aplicativo nem na vida social. Mas podemos fazer algumas seleções.  O conselho que dou é: leiam o perfil da pessoa antes de dar um like. E mesmo assim desconfiem das informações. Nem tudo que parece é. Mas coleciono depoimentos de homens e mulheres que descobriram pessoas interessantes no aplicativo. Algumas se divertiram. Outras se relacionaram profundamente. E se eu tenho experiência pessoal? Essa discussão fica para outra hora.

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