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Categoria: Pensamentos

Mulheres que amam demais

Mulheres que amam demais

Dependência é uma palavra que incomoda e assusta. Sempre nos remete à  viciados em drogas pesadas e à vidas devastadas. Pode parecer pesado, mas quero provocar uma reflexão sobre como algumas pessoas que repetem relações devastadoras, vivem situações de desorganização emocional que as colocam como dependentes do objeto que ‘amam’  e que, vez por outras, funcionam na prática como uma droga, se é que na vida real não são realmente uma ‘droga de relacionamento’. No consultório, principalmente, mulheres parecem que…

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Recomeço

Recomeço

Ela já teve enxaqueca, pressão alta, crise de histeria e violência contra si e contra terceiros. Uma batida de carro por mês. Ia a médicos. Andava às cegas. Chorava pelos cantos. No olhar a angústia predominava. Achava que era TPM ou início da menopausa. Na verdade era infelicidade. A família via e fingia que não via. Ela estava mal. Mas era mãe e as pessoas só viam isso. Mãe não chora, mãe não sofre, mãe não goza nem deseja. Mãe…

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Menina

Menina

Um pai perfeito. Nunca deixava faltar nada. Zelava pela família. Ele sabia o que ela devia fazer. Tinha todas as respostas. Ele falava e impunha as verdades. Ele a amava e ela obedecia. Uma mãe amorosa e protetora. Abria as correspondências para protege la. Revirava cuidadosamente as gavetas. Investigava tudo. Dividia com parentes e amigos suas descobertas. Ela era mãe amorosa e a filha aceitava. Cresceu. Veio um marido perfeito. Dava de tudo. Era fiel, não bebia, chegava cedo em…

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Cutucando as feridas

Cutucando as feridas

Quando criança ouvimos a mãe dizer “pára de cutucar esse machucado!” Mas não adiantava muito. Continuavamos a mexer nas feridas que apareciam em nosso corpo. Era só criar casquinha e a gente ia lá e botava o dedo na ferida até sangrar. E o processo de cicatrização era jogado no lixo por um estranho ‘prazer’ em tirar a casquinha da ferida que se formou. Parece que, mesmo depois de grande, continuamos com a mania de interromper  o processo de cicatrização…

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Amor, luto e ressurreição

Amor, luto e ressurreição

Para quem não conseguiu ouvir o programa Palavra Livre na rádio Itatiaia de 30/03/2018 segue o link. Nesse dia falei sobre o tema ” Amor, luto e ressurreição” com Fabrício Carpinejar e Cássia Cristina. http://www.itatiaia.com.br/central-de-audio/16/palavra-livre

Balanço

Balanço

“E ai,  valeu a pena?” Perdi pessoas que eu achava que não viveria sem, e ganhei pessoas que eu nunca imaginei que entrariam em minha vida. Ri até chorar, e chorei como se não fosse mais rir. Amei e desamei. Fui decepcionada, mas também decepcionei. Sonhei alto, cai muito, machuquei e me levantei. Senti saudade, morri de saudade, mas também deixei saudade. Disse coisas que não deveriam ser ditas. Me calei quando mais deveria ter falado. Chorei. Ah, como eu…

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As perdas e o luto

As perdas e o luto

Nem sempre o luto está ligado à morte biológica. O fim de uma relação, da faculdade, a saída de um emprego podem levar a tristeza e ao luto.  Lidar com as perdas provoca uma dor e dependendo da história do sujeito e da relação, a dor é intensa vem o sentimento de revolta e traz um vazio interno profundo. Porém, é importante aprender a conviver com a ausência e a saudade, de modo a seguir em frente. Ao passar por…

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Amor e devastação

Amor e devastação

Coração partido não escolhe modelo de relação. Não pergunta se você namorou e nem pergunta por quanto tempo. Coração partido não se importa com rótulos. E não parece menos real só porque não era um.namoro. Às vezes machuca ainda mais superar alguém que você nunca namorou porque tem aquele ‘e se’ que entra em cena. Quando um relacionamento tem nome, ou vocês estão juntos ou não estão. Simples assim. Ou você está solteira, ou não está. Entretanto, quando você está…

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Volúvel e volátil – A paixão pelo efêmero e os jogos de sedução em tempos de Tinder

Volúvel e volátil – A paixão pelo efêmero e os jogos de sedução em tempos de Tinder

Conectados, mas sem vínculos. A primeira geração da era digital vive o amor de forma imediatista, autocentrada e sem padrão. Com os aplicativos, a paquera virou um game, que acelera os encontros e diminui a dor da rejeição. O romantismo acabou. Virem-se. A rapidez tecnológica virou imediatismo. O individualismo geral acelerou o cronograma de se apaixonar e desapaixonar e fez brotar um medo do compromisso. A geolocalização substituiu o acaso. Os parceiros são tão descartáveis quanto qualquer outro item da…

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